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Listamos quatro pontos que devem ser levados em conta antes de decidir se é uma boa ideia ou não colocar o kit GNV no veículo

 

Pensar em que tipo de combustível optar na hora de comprar e usar um veículo é um assunto que sempre está em alta, seja por questões de evoluções, como por exemplo a nova gasolina, seja por motivos de custo-benefício. O Gás Natural Veicular (GNV) é uma terceira via que volta e meia “bomba” quando os outros combustíveis fosseis deixam o motorista na mão por alguma questão. Para começo de conversa, a instalação de um kit GNV custa por volta de R$ 3.000, mas há outros fatores que podem influenciar na hora da migração para o gás natural.

Listamos abaixo prós e contras importantes para se avaliar antes de optar pela modificação.

PRÓS

Impacto no bolso: Ao contrário da gasolina, que sofre alteração de preço constantemente, o GNV se mantém estável (na maior parte do tempo). Segundo o último levantamento da média do valor do GNV no Brasil, o preço do combustível gira em torno de R$ 3 o metro cúbico. E segundo a Associação Brasileira do Gás Natural Veicular, com 1 metro cúbico de gás é possível circular, em média, até 14 km na cidade, ou seja, um bom custo-benefício para que roda bastante, já que, atualmente, o carro não eletrificado mais econômico segundo o Inmetro (Renault Kwid) faz 10,3 km/l com etanol e 14,9 km/l com gasolina. Existe ainda em tramitação na câmara dos deputados o Projeto de Lei (PL) 6.407/2013 que busca sucumbir o monopólio da Petrobras quanto a distribuição do GNV, fazendo com outras empresas também forneçam gás para a rede, gerando assim uma competitividade que certamente fará o preço cair mais ainda. Automóveis equipados com GNV são contemplados com um desconto de 70% no valor do IPVA.

Ecológico: Em uma época que a sustentabilidade, principalmente ligada ao setor automotivo, leva muitos motoristas a procurarem alternativas não poluentes, é necessário enxergar as alternativas disponíveis no mercado. É verdade que carros elétricos e híbridos já têm certa aceitação, porém ainda são opções que não cabem nos bolsos da maioria. E é aí que o GNV entra novamente em cena. Permitido em carros leves desde 1996, o combustível que está em sua 6ª geração já é bem conhecido pelas oficinas independentes e atende muito bem aqueles que buscam um mundo melhor, pois sua queima é a mais limpa em comparação com os outros combustíveis.

CONTRAS

Perda de espaço: Infelizmente o kit GNV é uma modificação no veículo que, enquanto ajuda no consumo, penaliza aqueles que precisam de espaço no veículo. Tirando veículos específicos que podem ter os cilindros instalados na parte inferior, é expressamente proibido o uso dos cilindros GNV embaixo do veículo. Então o único lugar que sobra é o porta-malas. Para aqueles que viajam muito ou necessitam com frequência do porta-malas, a adoção do GNV pode ser um grave problema.

Potência do veículo: Segundo explica o consultor técnico da CARRO e da Revista O Mecânico, Fernando Landulfo, a perda de potência do motor causada pela instalação do GNV gira em torno de 20%, ou seja, uma desvantagem para aqueles que gostam de acelerar ou até mesmo pegar a estrada. Algumas oficinas que realizam a instalação indicam o uso do Variador de Avanço específico para o carro nessas situações. A queima do gás natural acontece mais lenta que de outros combustíveis, logo o tempo de ignição necessita de uma configuração para atuar de acordo com o GNV e é justamente o variador de avanço que faz esse ajuste.

Para finalizar, é importante lembrar que é necessário realizar anualmente as inspeções de segurança veicular nos Organismos de Inspeção Acreditados pelo Inmetro e de receber/manter o Selo Gás Natural Veicular do Inmetro. Caso isso não ocorra, o motorista pode ser penalizado com multa de R$ 130,16 e quatro pontos à CNH.

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